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Permanência do Objeto: Como Ensinar ao Bebê com Brincadeiras
Existe um momento que toda mãe conhece: você pega um brinquedo que estava na frente do bebê, cobre com um pano, e ele age como se o brinquedo tivesse deixado de existir. Olha para você. Olha para o pano. E segue em frente como se nada tivesse acontecido.
Algumas semanas depois, você faz a mesma coisa, e algo diferente acontece. O bebê olha para o pano, estende o braço, puxa, e lá está o brinquedo. E ele sorri com aquele sorriso de quem acabou de resolver um problema enorme, porque para o cérebro dele, foi exatamente isso que aconteceu.
Esse momento, tão simples de observar e tão profundo do ponto de vista do desenvolvimento, tem um nome: permanência do objeto. E é considerado por Jean Piaget um dos marcos cognitivos mais importantes de toda a primeira infância.
Esse post explica o que é esse conceito, por que ele importa tanto, quando esperar que ele apareça e, principalmente, como você pode estimulá-lo no dia a dia com brincadeiras simples que não precisam de nenhum material especial.
O que é permanência do objeto
Permanência do objeto é a compreensão de que os objetos, as pessoas e os animais continuam existindo mesmo quando não estão mais visíveis, ou seja, mesmo quando saem do campo de percepção imediata do bebê.
Para quem é adulto, isso parece tão óbvio que é difícil imaginar não saber. Mas o bebê não nasce com essa compreensão. Ele a constrói, gradualmente, ao longo dos primeiros meses de vida, através da experiência repetida de objetos que desaparecem e reaparecem.
Jean Piaget, que dedicou décadas a observar e registrar o desenvolvimento cognitivo de crianças pequenas, descreveu a permanência do objeto como o marco central do estágio sensório-motor, que abrange do nascimento até aproximadamente os 2 anos de vida. Para Piaget, esse conceito não é ensinado pelo adulto de forma direta: ele é construído pelo próprio bebê através de suas interações com o ambiente. Mas o ambiente que o adulto cria ao redor do bebê, os objetos disponíveis, as brincadeiras que oferece, a qualidade da interação, determina o quanto esse processo é rico e estimulante.
A permanência do objeto não é só sobre encontrar brinquedos escondidos. Ela é a base de várias aquisições cognitivas e emocionais que vêm depois: a linguagem, que depende de entender que palavras representam coisas que existem mesmo quando não estão à vista; a memória, que envolve manter representações mentais de objetos e pessoas ausentes; e o vínculo afetivo seguro, que depende de o bebê saber que a mãe continua existindo mesmo quando sai do quarto.
Lev Vygotsky acrescentaria que esse desenvolvimento cognitivo acontece de forma muito mais rica dentro de relações. O bebê que constrói a permanência do objeto enquanto brinca com um adulto presente e responsivo não está apenas desenvolvendo uma habilidade cognitiva: está desenvolvendo a compreensão de que o mundo é previsível, que as pessoas voltam, que a ausência não é perda permanente. Esse é o alicerce do que chamamos de apego seguro.
Como esse conceito se desenvolve por fases
Piaget descreveu a permanência do objeto como um processo que acontece em etapas graduais ao longo dos dois primeiros anos de vida, não como uma habilidade que aparece pronta num momento específico.
Nos primeiros dois meses de vida, o bebê não tem permanência do objeto em nenhuma forma. Quando um objeto sai do campo visual, ele simplesmente não existe mais para o bebê. O que não está à vista não está na mente.
Entre 2 e 4 meses, começa a aparecer um precursor interessante: o bebê continua olhando para o lugar onde um objeto desapareceu por um breve momento depois que ele sumiu. Ele ainda não vai procurar, mas já há um registro de que algo estava ali.
Entre 4 e 8 meses, o bebê começa a alcançar objetos parcialmente escondidos. Se você cobrir um brinquedo com um pano mas deixar uma pontinha de fora, ele vai puxar o pano para pegar o brinquedo. Mas se o objeto estiver completamente escondido, ele ainda desiste. A presença de uma pista visual ainda é necessária.
Entre 8 e 12 meses acontece o salto mais dramático. O bebê começa a procurar objetos completamente escondidos. Essa é a fase em que o famoso jogo do esconde-esconde começa a funcionar, e em que a ansiedade de separação também costuma aparecer com mais intensidade, exatamente porque o bebê agora sabe que a mãe existe em outro lugar, só não sabe quando vai voltar.
Existe um fenômeno interessante que Piaget descreveu como o erro do lugar A: o bebê de 8 a 10 meses que vê o objeto ser escondido num lugar diferente do habitual ainda tende a procurar no lugar onde encontrou antes, mesmo tendo visto onde foi escondido agora. Isso não é confusão aleatória: é evidência de que a permanência do objeto ainda está em construção, que a memória de ações anteriores bem-sucedidas ainda pesa mais do que a percepção do momento presente.
Entre 12 e 18 meses, esse erro desaparece. O bebê encontra o objeto onde ele foi escondido, mesmo que seja um lugar novo. A permanência do objeto está bem estabelecida para situações visíveis.
Entre 18 e 24 meses, a permanência do objeto se completa de forma mais sofisticada: a criança começa a procurar objetos que foram deslocados de forma invisível, ou seja, escondidos em sequências que ela não viu completamente. Isso marca o início da representação mental, a capacidade de imaginar o que aconteceu sem ter observado diretamente.
Por que estimular a permanência do objeto com brincadeiras
Se Piaget descreveu esse desenvolvimento como algo que a criança constrói pela própria experiência, qual é o papel das brincadeiras que você oferece?
O papel não é ensinar no sentido de transmitir informação. É enriquecer as oportunidades de experiência, multiplicar as situações em que o bebê pode exercitar esse processo cognitivo de formas variadas, e criar um contexto afetivo e seguro onde essa exploração acontece com prazer.
Henri Wallon descrevia o desenvolvimento como fundamentalmente relacional: a criança não aprende na interação com objetos de forma isolada, mas na interação com objetos dentro de relações afetivas. A brincadeira que você faz com seu bebê não é só estímulo cognitivo: é também tempo de presença, de atenção compartilhada, de prazer mútuo, que são ingredientes que potencializam o aprendizado de uma forma que nenhuma atividade solitária consegue replicar.
Vygotsky chamaria a atenção para outro ponto: as brincadeiras que você oferece podem estar um passo à frente do que o bebê já consegue fazer sozinho, operando dentro do que ele chamava de zona de desenvolvimento proximal. Com o suporte leve do adulto, o bebê consegue realizar coisas que ainda não conseguiria de forma completamente autônoma, e cada vez que isso acontece, o limite do que ele consegue sozinho se expande.
A Organização Mundial da Saúde destaca que a brincadeira interativa com o cuidador principal é uma das formas mais eficazes de estimulação do desenvolvimento cognitivo nos primeiros anos de vida. Não precisa de brinquedos sofisticados, não precisa de muito tempo: precisa de presença, de responsividade e de prazer compartilhado.
As brincadeiras por faixa etária
Para bebês de 2 a 4 meses: rastreamento visual e antecipação
Nessa fase o bebê ainda não procura o que desapareceu, mas você pode começar a criar as condições para que a permanência do objeto comece a emergir através do rastreamento visual e do início da antecipação.
Rosto que aparece e desaparece Essa é, sem exagero, uma das brincadeiras mais antigas da humanidade e uma das mais eficazes para essa faixa etária. Enquanto o bebê está acordado e atento, você aparece no campo visual dele, faz contato visual com um sorriso, desaparece atrás de uma almofada ou simplesmente vira o rosto para o lado, e reaparece. Repita com um ritmo previsível.
O bebê começa a antecipar o reaparecimento, e essa antecipação é o primeiro germe da permanência do objeto: a ideia de que o que sumiu tem uma chance de voltar. Wallon descreveria essa alternância entre aparecimento e desaparecimento como uma das primeiras experiências de ritmo e previsibilidade que o bebê organiza, e que contribuem para a construção de um senso de mundo previsível e seguro.
Objeto em movimento lento pelo campo visual Mova um objeto colorido ou um rosto lentamente pelo campo visual do bebê, saindo e entrando pelo campo de visão. O bebê vai começar a rastrear com os olhos e, por volta dos 3 a 4 meses, a continuar olhando para o local onde o objeto desapareceu por um momento antes de perder o interesse. Esse “olhar residual” é o começo de tudo.
Para bebês de 4 a 8 meses: o objeto parcialmente escondido
Essa é a fase em que você pode começar a introduzir o esconde-esconde de forma muito simples, sempre com objetos parcialmente visíveis para que o bebê tenha sucesso e o prazer de encontrar.
Pano sobre o brinquedo com ponta aparente Coloque o brinquedo favorito do bebê debaixo de um pano fino mas deixe uma parte visível. Observe se ele puxa o pano para pegar o brinquedo. Se ele não tentar, você pode demonstrar primeiro: puxe o pano e revele o brinquedo com entusiasmo genuíno. Faça de novo e veja se ele tenta imitar.
Montessori descrevia a imitação como um dos mecanismos centrais de aprendizado do bebê pequeno. Quando você demonstra a ação com prazer visível, você está criando um modelo que o bebê pode imitar, e a imitação bem-sucedida gera a satisfação que motiva a repetição. A repetição consolida o aprendizado.
Cubo ou copo que cobre o objeto Esconder um pequeno objeto debaixo de um copo ou dentro de um pote transparente que o bebê ainda não sabe abrir mas consegue ver através é uma variação interessante: o objeto está “escondido” em termos de acesso, mas visível, o que cria uma tensão motivadora entre o desejo de pegar e a habilidade de chegar até ele. Você pode ajudar levantando o copo após um momento de espera, revelando o objeto com entusiasmo. Com repetição, o bebê começa a entender a dinâmica.
Esconde-esconde com o rosto Cobrir o próprio rosto com as mãos ou com um pano e reaparecer continua sendo extremamente eficaz nessa fase. A diferença em relação aos meses anteriores é que agora o bebê frequentemente vai puxar o pano ou abrir suas mãos ativamente para encontrar seu rosto, em vez de apenas esperar que você reapareça. Esse gesto ativo é um salto enorme: o bebê está agindo sobre o ambiente para recuperar algo que desapareceu.
A reação do bebê quando você reaparece, aquele riso aberto e corporal, não é só alegria. É a satisfação de uma previsão confirmada, de uma expectativa correspondida. Piaget chamaria isso de assimilação bem-sucedida: a experiência encaixou no esquema cognitivo que o bebê estava construindo.
Para bebês de 8 a 12 meses: o objeto completamente escondido
Essa é a fase mais clássica do trabalho com permanência do objeto, quando o bebê já está pronto para procurar objetos completamente escondidos e o jogo do esconde-esconde ganha toda sua riqueza.
Esconde-esconde clássico com objeto e pano Mostre o objeto favorito ao bebê, deixe que ele o pegue, depois coloque o objeto debaixo de um pano ou dentro de uma caixinha enquanto ele observa. Espere um momento e observe se ele vai procurar. Se for, comemore com entusiasmo quando ele encontrar.
A chave nessa brincadeira é a observação: o bebê precisa ver onde o objeto foi escondido para poder procurar. Se você esconder de forma muito rápida ou sem que ele veja, está tornando a tarefa cognitivamente muito difícil para o estágio atual. O objetivo não é frustrar, é desafiar de forma adequada.
Vygotsky seria muito claro sobre esse ponto: a brincadeira precisa estar dentro da zona de desenvolvimento proximal para que seja estimulante sem ser paralisante. Um pouco além do que o bebê já sabe, não muito além.
Variar o esconderijo Depois que o bebê está confortável encontrando o objeto no mesmo esconderijo de sempre, introduza a variação: esconda no lugar A algumas vezes, depois esconda no lugar B enquanto ele observa. Observe se ele vai procurar no lugar B ou se comete o erro do lugar A que Piaget descreveu.
Não corrija o erro: deixe que o bebê descubra que não estava lá, e observe se ele redirecionará a busca. Essa sequência de busca, não encontro e redirecionamento é o processo de construção cognitiva real acontecendo na frente dos seus olhos.
Esconde-esconde com pessoas Brincar de esconder atrás de uma porta, de um móvel ou de uma cortina e chamar o bebê pelo nome para que ele venha procurar é uma das brincadeiras mais completas dessa fase porque combina permanência do objeto com desenvolvimento da linguagem e com o prazer da interação social.
Quando o bebê ouve sua voz vindo de um lugar onde ele não vê você, ele precisa integrar a informação auditiva, a memória de onde você estava e a compreensão de que você existe mesmo fora do seu campo visual para ir te procurar. Encontrar você é a confirmação de tudo isso ao mesmo tempo.
Wallon diria que essa brincadeira é também profundamente reguladora do ponto de vista emocional: o bebê exercita, de forma lúdica e segura, a experiência de separação e reencontro que está no centro da ansiedade de separação dessa fase. Cada reencontro bem-sucedido ensina ao sistema nervoso do bebê que a separação é temporária e que você volta.
Objetos dentro de potes e caixas Potes com tampas simples de encaixar ou levantar, caixas com abas, sacos de tecido com objeto dentro. O bebê sabe que tem algo dentro porque viu você colocar, e o desafio é descobrir como acessar. Esse tipo de atividade combina permanência do objeto com desenvolvimento da motricidade fina e da resolução de problemas de uma forma muito eficaz.
Montessori incluía atividades de esconder e revelar objetos dentro de recipientes entre as mais importantes para essa faixa etária exatamente porque elas combinam em um único gesto exploração cognitiva, desenvolvimento motor e a satisfação imediata de um resultado concreto.
Brinquedo que some e volta sozinho Brinquedos de bater uma bola por um tubo e ela reaparecer do outro lado, ou objetos que você solta do alto e rolam pelo chão, trabalham a permanência do objeto de uma forma diferente: o objeto segue um trajeto que o bebê não controla completamente mas que aprende a antecipar. A criança que sabe que a bola vai reaparecer do outro lado do tubo está usando permanência do objeto mais antecipação de trajetória, um passo cognitivo além do esconde-esconde simples.
Para crianças de 12 a 24 meses: escondimento invisível e representação mental
Nessa fase a permanência do objeto já está bem estabelecida para situações visíveis, e o desafio cognitivo começa a se mover para o domínio da representação mental: o que aconteceu quando eu não vi?
O objeto que migra de esconderijo Esconda o objeto debaixo de um pano (lugar A), depois, enquanto o objeto ainda está no pano, deslize o pano para debaixo de uma almofada (lugar B), e retire o pano vazio mostrando que o objeto não está mais lá. A criança que tem representação mental vai procurar embaixo da almofada. A que ainda não tem vai continuar procurando no pano ou desistir.
Essa brincadeira específica é uma das que Piaget usava para avaliar o nível de desenvolvimento da permanência do objeto em seus estudos clínicos. Não precisa ser um teste ansioso. Pode ser simplesmente uma brincadeira do cotidiano que você observa com curiosidade genuína.
Esconde-esconde pela casa Com a criança já andando, o esconde-esconde pela casa é uma das brincadeiras mais ricas para essa faixa etária porque combina permanência do objeto com orientação espacial, memória de localização e linguagem, quando você dá pistas verbais sobre onde está escondida.
Comece escondendo em lugares simples e visíveis, com uma parte sua aparecendo. Vá tornando mais difícil conforme a criança demonstra que está pronta para o desafio. A criança que procura de forma sistemática pelos cômodos, que usa memória de onde encontrou antes para orientar a busca, que usa as pistas verbais para ajustar a direção, está usando um conjunto sofisticado de habilidades cognitivas que todas têm a permanência do objeto como fundação.
Brincadeiras de adivinhar qual mão Mostrar um objeto pequeno, fechar as duas mãos e perguntar “em qual mão está?” é uma variação de permanência do objeto que introduz um elemento de raciocínio probabilístico de forma lúdica. A criança de 18 a 24 meses já consegue entender a dinâmica e se engaja com entusiasmo, especialmente quando a brincadeira alterna entre acerto e erro de forma não previsível.
O que observar para saber se o desenvolvimento está seguindo o caminho esperado
É normal que o desenvolvimento da permanência do objeto varie de bebê para bebê dentro de uma margem relativamente ampla. Alguns chegam a etapas mais cedo, outros um pouco mais tarde, e isso frequentemente reflete diferenças de temperamento, de quantidade de oportunidade de exploração e de ritmo individual de desenvolvimento, não necessariamente algo a ser preocupante.
Alguns sinais que merecem conversa com o pediatra: bebê acima dos 12 meses que nunca demonstra interesse em procurar objetos escondidos mesmo quando visível o escondimento; ausência de imitação de ações simples após os 10 meses; falta de interesse em explorar objetos de formas variadas além dos 8 meses.
Esses sinais isolados não significam necessariamente atraso no desenvolvimento, mas merecem ser mencionados na consulta de rotina. O pediatra é sempre o primeiro passo quando existe dúvida sobre o desenvolvimento do bebê.
A permanência do objeto e a ansiedade de separação
Essa conexão é importante de entender porque muitas mães se surpreendem quando o bebê, que antes não ligava muito para suas saídas do quarto, começa por volta dos 8 meses a chorar intensamente quando você se afasta.
Isso não é regressão. É exatamente o oposto: é progresso cognitivo. O bebê que chora quando você sai agora sabe que você existe em outro lugar. Ele não sabe quando você vai voltar, mas sabe que você está em algum lugar sem ele. Isso é permanência do objeto aplicada às pessoas, e é um marco do desenvolvimento.
Wallon descreveria a ansiedade de separação como uma das expressões mais claras do desenvolvimento afetivo e cognitivo simultâneo: o bebê está emocionalmente ligado a você e cognitivamente avançado o suficiente para saber que você existe mesmo quando está ausente. A combinação dessas duas conquistas produz a angústia da separação.
A boa notícia é que a mesma permanência do objeto que gera a ansiedade de separação também é a solução para ela: conforme o bebê acumula experiências de que você volta, de que a separação é temporária e previsível, o sistema nervoso aprende a regular a ansiedade. As brincadeiras de esconde-esconde que você faz no cotidiano são, literalmente, treino para essa regulação.
O adulto como personagem central
Em todas as fases e em todas as brincadeiras descritas nesse post, existe um elemento constante que faz mais diferença do que qualquer material ou técnica específica: você.
Piaget descrevia o desenvolvimento cognitivo como resultado da interação ativa da criança com o ambiente. Vygotsky adicionava que o desenvolvimento mais rico acontece dentro de relações, com a mediação de adultos que estão emocionalmente presentes. Wallon dizia que o bebê aprende quem ele é e como o mundo funciona através das pessoas ao redor muito antes de aprender através dos objetos.
As brincadeiras de permanência do objeto não são exercícios que você aplica no bebê. São momentos de interação onde o bebê aprende que o mundo é previsível, que as pessoas voltam, que o que desaparece não é perdido para sempre. Essa é uma das aprendizagens mais fundamentais da vida inteira, e ela começa no colo, nos braços, no esconde-esconde com seu rosto que você faz pelo simples prazer de ver o bebê sorrir.
Esse sorriso é desenvolvimento acontecendo em tempo real.
Fontes de referência
Jean Piaget sobre estágio sensório-motor, permanência do objeto e erro do lugar A, em A Psicologia da Criança e A Construção do Real na Criança.
Lev Vygotsky sobre zona de desenvolvimento proximal, mediação adulta e desenvolvimento dentro de relações, em A Formação Social da Mente.
Henri Wallon sobre desenvolvimento afetivo, imitação, ritmo e relação entre cognição e emoção na primeira infância, em A Evolução Psicológica da Criança.
María Montessori sobre imitação, materiais de exploração e ambiente preparado para bebês, em A Mente Absorvente da Criança.
Elinor Goldschmied sobre exploração de objetos e desenvolvimento cognitivo na primeira infância, em Educar a Infância.
Organização Mundial da Saúde, diretrizes de estimulação e desenvolvimento nos primeiros anos de vida.
Sociedade Brasileira de Pediatria, orientações sobre desenvolvimento cognitivo e marcos do primeiro ano de vida.



